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sexta-feira, 18 de março de 2011

Qualidade de vida = qualidade de relacionamentos

Eu e um cão são-bernardo, longe no tempo


Ah, a falta de tempo! Trabalhar, curtir a família e os amigos...


Como equilibrar todas as atividades diárias (que ainda incluem fazer exercícios físicos, ler, ver a Sue Heck no The Middle - Warner Channel -, blogar e dormir) sem ficar maluco?


Nigel Marsh, escritor, dá dicas, no TED, sobre como equilibrar nosso tempo entre família, trabalho e sossego.

Para ele, certos empregos e carreiras são incompatíveis com o cotidiano de uma jovem família; especialmente porque a realidade de nossa sociedade é que milhares de pessoas levam a vida em silencioso desespero, trabalhando por horas a fio em serviços que elas odeiam, para poderem comprar coisas das quais não necessitam, só para impressionar pessoas das quais não gostam.


Ele sugere que pequenas mudanças em nossos cotidiano, como dedicar mais atenção às crianças, podem fazer uma enorme diferença na qualidade de vida de nossa família e, por conseqüência, de nossa sociedade também.

As pequenas coisas são importantes! Fazer um pequeno passeio com as crianças pelo bairro, tomar um sorvete (ou um café, no meu caso) com uma amiga... Ter uma vida equilibrada entre família e trabalho não significaria uma mudança brusca em nosso modo de vida, pois, segundo ele, pequenos investimentos nos lugares certos poderiam transformar radicalmente a qualidade de nossos relacionamentos e, consequentemente, de nossa vida.


Ele supõe que, com isso, a sociedade seria transformada, pois nossa definição de sucesso deixaria de valorizar simplesmente o sujeito que tem mais grana ao morrer e passaria a mirar nas vidas que parecem mais bem vividas.

De certa maneira, isso é o que vêm fazendo todos aqueles que preferem as experiências (como viagens, churrascadas e noites de boa conversa) ao acúmulo de bens materiais (uma roupa nova, um celular último tipo etc).

Como a minha avó (*).

* Obs: eu não me incluo nesse grupo ainda porque cada dia que passa me sinto mais e mais deslocada socialmente por ter um telefone cuja função seja apenas e tão somente a que eu necessito: chamadas telefônicas.


Ah, the lack of time! Work, enjoy family and friends…

How to balance all the daily activities (which also include exercising, reading, watching Sue Heck at The Middle – Warner Channel -, blogging and sleeping) without going crazy?

Well, Niel Marsh, at TED, talk about how to balance family time, personal time and productivity.

To him, ‘certain job and career choices are fundamentally incompatible to being engaged on a day-to-day basis with a young family.[…] The reality of the society that we’re in is that there are thousands of thousands of people out there leading lives of quiet, screaming desperation, where they work long hard hours at jobs they hate to eneble them to buy things they don’t need to impress people they don’t like.”.

He suggests that small changes in our day-to-day routine, as to dedicate more time to children, may have a huge impact in our quality of life (and also in the society quality of life). For him, ‘small things matter! Being balanced doesn’t mean dramatic upheaval in your life. With the smallest investments in the right place you can radically transform the quality of your relationships and your quality of life.”.

He says that, doing that, society will be transformed, as its definition of success will be changed away from the notion “that the person with the most money when he dies wins, to a more thoughtful and balanced definition of what a life-well-live looks like.”.

Well, I guess that's what have been doing all those who prefer experiences (such as trips, barbecues and evenings of good conversation) to the accumulation of material things (expensive new clothes, a the ultimate cell phone etc).

Like my grandmother (*).

*Note: I did not even include myself in this group because each day I feel more and more socially displaced by having a phone whose role is only the one that I need: phone calls.



 












sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cartoons for ever! Educação e Paz!

velhos rabiscos

Ok. Eu vejo as palestras do TED e conto pra vocês.


A de Patrick Chappatte (The power of cartoons), cartunista (dos bons), mostra o mundo a partir das charges: a relação do mundo com a tecnologia (a Internet, mais especificamente), com a política e com a religião.

Ele aborda o tema delicado do uso de cartoons ‘como armas’ (isto é, como meios para divulgar alguma crença ou posição política) e também sobre o jornalismo por meio dos cartoons (especialmente quando os cartunistas vão até zonas em conflito para ilustrá-las); Chappatte explica como o humor é usado para tratar de assuntos seríssimos.

E foi isso que ele fez, indo até a Costa do Marfim (EM 2006), onde desenvolveu um projeto em que jovens cartunistas de ambos os lados em conflito desenvolveram cartoons sobre sua visão acerca dos 30 anos de crise política no país (e o resultado está no livro “CÔTE D’IVOIRE – ON VA OÙ LÀ”).

No Líbano, em 2009, ele desevolveu um projeto semelhante reuniu desenhos dos cartunistas locais que foram publicados em jornais das diversas religiões em rusga.

No Quênia, em 2010, seu projeto resultou nos videoclipes (REdrawing Kenya) disponíveis no YOUTUBE/KenyaToons.

Para ele, os cartunistas tem a opção de fazer cartoons que não fomentem o ódio. Todos nós temos a opção de não fazer o mal. E devemos todos apoiar essas iniciativas, ele disse, porque não se trata da liberdade do cartunista; trata-se da liberdade de todos nós; afinal de contas, para ditadores ao redor do mundo, a boa notícia é quando cartunistas e jornalistas se calam.


http://www.ted.com/talks/patrick_chappatte_the_power_of_cartoons.html



YOUTUBE/KenyaToons:
http://www.youtube.com/watch?v=g79YcEHfCfU


E quanto ao Brasil, esse campo de batalha da guerra entre polícia e o crime organizado que, nestes dias é ostensivamente travada nas ruas do Rio de Janeiro (e, veladamente, nas ruas de outras cidades também)?

A solução pacificadora não deveria passar muito longe das pranchetas dos desenhistas... nem dos bancos escolares... mas, na prática, neste país em que os professores são tão mal pagos (porque um professor de ensino fundamental deve ganhar menos que um juiz?), em que a educação é tão desvalorizada, é provável que a solução "pacificadora" seja apenas temporária e totalmente dependente de mais violência.



Ok I watch the talk at TED's and tell you about it.


At the Patrick Chappatte's one (The power of cartoons), that cartoonist (a good one) shows the world from the cartoons/comics point of view: the world's relationship with technology (the Internet, specifically), politics and religion.

He mentions the use of cartoons as a type of gun (ie as a means to disseminate some belief or political position) and the journalism through cartoons (also by going to conflict zones to illustrate them); Chappatte explains how humor is used to address grim-faced issues.

That's exactly what he did, going to the Ivory Coast (2006), and developing there a project in which young cartoonists from both sides in the conflict made cartoons about their point of view about the past 30 years of political crisis in the country (and the result is in book "COTE D'IVOIRE - ON VA OÙ LÀ).

In Lebanon (2009), he met a similar projectin which resulted in the publication of the cartoons in several  local newspapers from the very different religions in raid.

In Kenya (2010), his project resulted in video clips (redrawing Kenya) available on YOUTUBE / KenyaToons.

For him, the cartoonists have the option to make cartoons that do not promote hate; as we all have the option of not doing evil. And he said that everybody should support those initiatives, because they are not just about the freedom of the cartoonist; they are about our freedom... after all, he said, for dictators around the world, the good news is when cartoonists, journalists, etc are silent.

What about Brazil, this battlefield of the war between police and organized crime, that is, nowadays, ostensibly waged on the streets of Rio de Janeiro (and, covertly, on the streets of other cities as well)?


A peaceful solution for brazilian war should not go too far from the cartoonist drawing board ... or from the school... but in practice, in this country where teachers are so poorly paid (whay should an elementary school teacher earn less than a judge?) and education is so devalued, it is probably that the "peacekeeping" solution would only be temporary and totally dependent on more violence.












domingo, 31 de outubro de 2010

O colorido da vida

2009


A garotinha sabida:


- Mãe, eu já sei as cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e JULIETA.




The wise little girl:



- Mommy, I know all the colors of the rainbow: red, orange, yellow, green, blue and JULIET.




P.s. Enquanto isso, neste domingo, os brasileiros votarão, escolhendo o/a presidente para os próximos anos. Quando ela/ele deixar o poder, no fim do mandato, a garotinha já saberá ler e escrever e pintar o mundo com as outras cores... quanto a mim, já me escapam as nuances dos tons e a esperança de que uma ou outro, no poder, melhorem a educação do nosso povo (colocando o país no caminho do desenvolvimento econômico consistente)...


P.S. Meanwhile, today, Sunday, Brazilians will vote by choosing their president for the coming years. When she / he leaves the Government, at the end of it, the girl will already have learned how to read and to write and to paint the world with other colors ... Well, in what it concerns about me, I can't already notice the shades of colors and I've no hope that one or other candidate, when in power, will work to improve our people'education (leading the country directly to a consistent economic development)...








quarta-feira, 23 de junho de 2010

TED e o contágio do bem: eu posso!



No rol de palestras inspiradoras do TED.COM encontra-se a da indiana Kiran Bir Sethi, que mostra a bem-sucedida experiência da escola Riverside em levar suas crianças a tomarem para si a iniciativa de mudar seu mundo, melhorando-o, e, com isso, levando outros a fazerem o mesmo, numa cadeia positiva.



In the list of inspiring lectures from TED.COM lies the one from Kiran Bir Sethi, showing the successful experience of the Riverside school, at India, whitch teaches their children to take charge of their own world to improve it and to inspire others to do the same, creating a positive chain.

sábado, 29 de maio de 2010

TED: Educação para a criatividade.

Bebê de 1960


Outra palestra que vale a pena ver em TED.COM é a de Ken Robinson, descrito como especialista em criatividade que desafia o modo com que educamos nossas crianças atualmente, conclamando a uma remodelagem do atual sistema escolar a fim de possibilitar que a criatividade e os múltiplos conhecimentos possam ser cultivados ali (tradução minha, daquelas!).

Ele começa falando que uma criança que entra na escola neste ano estará se aposentando por volta de 2067 e, como é impossível prever como será o mundo lá, ele acredita que o desenvolvimento da criatividade, na educação, é tão importante a alfabetização.

Robinson diz que o sistema educacional ao redor do mundo é muito semelhante, quase que padronizado, e, há décadas, prioriza uma certa hierarquização de matérias: matemática e línguas no topo e as artes no patamar inferior; numa estrutura que visava formar a mão-de-obra das atividades econômicas do século XX. Contudo, no século XXI, tais habilidades não serão suficiente para garantir a empregabilidade de nossos filhos.

Para ele, estarão preparadas para enfrentar os desafios do século XXI as pessoas que tenham desenvolvido o máximo possível das várias habilidades com que todas as crianças nascem (espaciais, musicais, sociais, cognitivas etc). O desafio que se impõe ao sistema educacional é rever o papel da escola, para que ela seja catalisadora da criatividade das crianças, e não mais limitadora das diversas habilidades em prol do conhecimento estanque e passivo, desenvolvendo nas crianças o medo de errar.

Contando casos, Robinson explica que, no atual modelo educacional, ao chegarem à idade adulta, a maioria das crianças já terá perdido a capacidade criativa com que nascem: elas têm pavor de estarem erradas.

Para ele, se você não está preparado para errar, nunca terá uma idéia original.


Vejam vocês mesmos, no link abaixo (legendas em 37 idiomas):

http://www.ted.com/talks/lang/eng/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html


P.S.: Ribeirão Preto tem uma escola que já vem seguindo à risca esse novo modo de ver a educação: a Escola Arte do Museu:

http://www.artedomuseu.com.br/



Another talks that worths watching in TED.COM is the one from Ken Robinson, described as a creativity expert that “challenges the way we're educating our children. He champions a radical rethink of our school systems, to cultivate creativity and acknowledge multiple types”.


"Sir Ken Robinson makes an entertaining and profoundly moving case for creating an education system that nurtures (rather than undermines) creativity."

He says that a child enters school this year will be retiring in about 2067 and, as it is impossible to predict how the world will be there, he believes that creativity, education, literacy is so important.

Robinson says that the educational system throughout the world is very similar and that it prioritizes the hierarchy of subjects: math and language at the top and every form of art at the bottom level, forming a structure that allowed the hand-intensive economic activities of the twentieth century. In the twenty-first century, however, such skills are not enshure employability.


Telling stories, he says that children are not afraid to being wrong and that if one is not prepared to being wrong, will never come up with anything original. And by the time they get to be adults, most children have lost that ability: they are terrified of being wrong. For him, we are educating people out of their creative capacities.

 See for yourselves at the link below (subtitles on 37 languages):


http://www.ted.com/talks/lang/eng/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html


P.S.: Ribeirão Preto has a school that has been respecting that point of view on children education: the Arte do Museu School.

http://www.artedomuseu.com.br/

domingo, 23 de maio de 2010

Autoestima e consumo


Cão atacamenho-2002


O site "Barking up the wrong tree" divulgou a pesquisa "Growing up in a Material World: Age Differences in Materialism in Children and Adolescents", de um tal "Journal of Consumer Research".

Seja lá como for, o estudo não focou adultos, mas crianças e adolescentes (entre 08 e 18 anos de idade) e dividiu-se em 2 casos:
1) no primeiro, descobriu-se que o materialismo aumenta do fim da infância até o iníicio da adolescência e, daí em diante, declina: atribuiu-se isso às variação da autoestima ao longo dessas idades;

2) no segundo caso, tentou-se obter evidências de causa e efeito entre autoestima e materialismo e concluiu-se que a elevação da autoestima do adolescente reduz a incidência do materialismo.

Seja como for, o estudo só confirmou o que a mulherada já intuía: quanto mais baixa a autoestima da pessoa, mais fútil ela tende a parecer, ou melhor, mais ela gasta com inutilidades (e grifes).


No link:




The "Barking up the wrong tree" website  published a research named "Growing up in a Material World: Age Differences in Materialism in Children and Adolescents," from "Journal of Consumer Research".




Anyway, the study is not focused on adults, but on children and adolescents (from 08 to 18 years old) and is divided into two:



1) at first, they found that: "materialism increases from middle  childhood to the end of early adolescence and declines from early to late adolescence. Further, we find that age differences are mediated by changes in self‐esteem occurring from middle childhood through adolescence.";



2) in study 2, they said: "we prime self‐esteem to obtain further evidence of a causal link between self‐esteem and materialism. As expected, we find that inducing high self‐esteem decreases expressions of materialism. Inducing high self‐esteem reduces materialism among adolescents so dramatically that age differences in materialism disappear.".



Nonetheless, the study only confirmed what women already guessed: the lower the self esteem, more she tends to seem futile, or more she spends her money on useless stuff.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Idéias que valem a pena!

Ruínas historicas no deserto de Atacama/Chile - 2002

Mestre Tzen, em um de seus momentos iluminados, descobriu o site TED.COM, que contém palestras interessantes por pessoas fascinantes (na minha tradução porca). Apresentou-me a ele recomendando expressamente que eu ouvisse, primeiro, a palestra de Jill Bolte Taylor, essa senhora, de excelente dicção e vocabulário acessível (a palestra é em inglês). Ela é apresentada como uma pessoa que teve uma oportunidade de pesquisa que poucos neurocientistas desejariam ter: sofreu um derrame cerebral, e viu as funções de seu cérebro - o movimento, fala, auto-consciência - desligando-se, um por um. Uma história surpreendente.

Vi a palestra e achei-a inspiradora! Jill Taylor se recuperou totalmente do derrame (depois de 8 anos) e agora fala sobre sua experiência como a chegada ao Nirvana: ela explica que derrame afetou o hemisfério esquerdo do seu cérebro, responsável pelo raciocínio lógico, e que, como o hemisfério direito ficou intacto, ela perdeu a noção de seu Eu individual e passou a não mais distinguir-se parte do ambiente que a rodeava. Diz que essa sensação de fazer parte do Todo conferiu-lhe enorme paz.

Para ela, a experiência despertou a consciência que temos o poder de escolher quem somos e como queremos estar no mundo.

No link abaixo (há legendas disponíveis em 37 idiomas):



Tzen Master, in one of his enlightened moments, discovered the site TED.COM , with "riveting talks by remarkable people, free to the world".

He introduced me to it explicitly recommending that I first heard on the talk by Jill Bolte Taylor, the lady of excellent diction and accessible vocabulary  (the lecture is in English). She's presented as a woman that've "got a research opportunity few brain scientists would wish for: She had a massive stroke, and watched as her brain functions -- motion, speech, self-awareness -- shut down one by one. An astonishing story."

I saw the speech and it is really inspiring! Jill Taylor is fully recovered from the stroke (it took her 8 years) and now talks about her experience as if she had achieved Nirvana: she explains that stroke affected the left hemisphere of her brain responsible for logical reasoning, and that her right hemisphere remained intact; so she lost track of her individuality, therefore she no more distinguished her body from the environment around her. She says that the sensation of being part of the Whole gave her great peace.

For her, the experience resulted on the conscience that we've got the power to choose who and how we want to be in the world.

At the link below (subtitles available in 37 languages):

http://www.ted.com/talks/jill_bolte_taylor_s_powerful_stroke_of_insight.html

sábado, 3 de outubro de 2009

Mãe de desenho... cartoon mommies?!?


Foto de minha avó com sua primeira filha

Ok. Refleti muito sobre os ensinamentos de Mestre Tzen sobre educação infantil e sobre o modo como nós, adultos, nos movemos nesse terreno e concluí que não tenho - todas - as respostas e - muito menos - o controle sobre as variáveis que podem influenciar no futuro das crianças (note que a droga da educação dos anos 80 condicionou-me a buscar sempre uma resposta certa... ou melhor, a única resposta certa...e era esse tipo de configuração mental que eu pretendia evitar em minhas crianças... pois, quanto a mim mesma, não há esperança: já estou fadada a seguir buscando gabaritos...).


De qualquer maneira, a única resposta que encontrei em minha busca foi a seguinte: eu não sou uma mãe de desenho animado (daquelas que nunca perdem a paciência - nunca, nunca! - e que sempre têm a coisa certa pra falar na ponta da língua, não importa o que esteja acontecendo)! Dã!


Aliás, hoje eu já sei que até mesmo minha própria mãe não é - e nunca foi - uma mãe de desenho animado (detalhe: ela ainda não se conforma com o nome e a aparência deste blog, o que, pra minha sorte, a fez desistir de lê-lo: "Pálida? Por quê pálida? E o fundo da tela tinha de ser preto? Quanta morbidez!"Ela me conhece).


Mais: minha mãe não saberia ser uma mãe de desenho animado porque a mãe dela também não é uma dessas figuras fictícias criadas apenas para confundir as crianças (que devem pensar, ao vê-las:"minha mãe não faz assim nem...") e para servir de exemplo doutrinador para nós outras, absolutamente falíveis...


Eu, minha mãe, minha avó... Apesar de tantos e diversos equívocos que cometemos aqui e ali, não somos umas mães piores que as outras... Cada uma de nós é o espelho de como sua geração enfrentou suas responsabilidades como mães... E de como, imperfeitas, somos universos mais interessantes que as previsíveis mães-de-cartoon.


Assim, quanto à escolha da escola, vou pelo método educação pela arte, no qual as crianças aprenderão pelo método construtivista, mas a partir de referências artísticas.


Claro que, consultado, Mestre Tzen disse que não tem mais idade para se deslumbrar com esse tipo de coisa e que, portanto, acha que isso de arte-educação (além do papo sobre o método construtivista) é para impressionar os pais, apenas. Ele não acredita que a apresentação de obras de arte consagradas (Mozart, Pixinguinha, Noel Rosa, Picasso, Portinari etc) para as crianças tenha nelas um impacto educacional diferente do que causaria nelas o som do 'mangue-beat' ou a imagem da Pucca ou do Cocóricó. Aliás, ele até acha que esse tipo de arte da proposta educacional tem efeito apenas de cultura de almanaque e, até, que chegaria mesmo a ser prejudicial aos pequenos, por impor a eles um senso estético antigo, por meio de linguagens antigas (ele perguntou: por quê pinturas de séculos passados e não fotos?)...


Nesse ponto, discordo dele (embora eu concorde que a idéia possa parecer apelativa), pois acho que, por meio da arte-educação, as crianças terão a oportunidade de apurar o olhar sobre si mesmas e sobre o mundo que as rodeia, afinal de contas, a Pucca já faz parte do cotidiano deles. No mínimo, talvez essa arte-educação crie nelas um senso estético que as impeça de se conformarem com nossa cultura de 'puxadinhos'. É isso que eu espero. E acho que uma mãe-de-desenho-animado talvez concordasse comigo.


Mas, pra finalizar definitivamente a prosa, o Mestre Tzen disse que, para ele, a solução dessa equação educacional era simples assim: se, na escola escolhida, houver ótimas professoras ensinado às crianças (qualquer que seja o método adotado), elas terão acesso a um ensino de qualidade mas, por outro lado, se as professoras forem medíocres, não haverá teoria educacional capaz de salvar esses alunos da miséria intelectual.


Uma mãe-de-desenho-animado, certamente, concordaria com ele, diretamente de lá do Canadá.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Educação Infantil: imagem e semelhança?



Escola alfabetizadora ideal?

Com que filosofia educacional?

E quanto `a minha ideologia sócio-cultural?

Perguntei ao Mestre Tzen, que tascou:

"Que sei eu do que as crianças precisarão no futuro? O mundo delas será completamente diferente de qualquer coisa que eu possa imaginar hoje."

Insisti: "Então, nossa função como pais é rabiscar páginas em branco - como garatujas - para depois tentar descobrir se os traços nos remetem à imagem de algo concreto?"

E ele: "Garatuja? Estamos mais para cara-suja, isso sim."

Eu, inconformada: "Mas e a nossa responsabilidade quanto ao futuro das crianças?"

Mestre Tzen, zen: " Deixemos de ser tão politicamente corretos, buscando o educacionalmente exato, pois não há humor que resista a isso... E não se preocupe: as crianças sobreviverão, apesar de nós."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ensino fundamental: a jornada

O
O fim está próximo!
Ano que vem começa uma nova etapa na jornada de mães e pais de primeira que têm filhos em idade de entrar no primeiro ano do ensino fundamental: a de tutores estudantis.
Invadirão o mundinho familiar questões sobre a maneira de se comportar diante da lição de casa difícil (pois será preciso evitar a tentação de fazer a criança 'acertar' a tarefa, a todo custo) e diante de uma eventual hostilidade do novo grupo de amigos (para as crianças que mudarão de escola) e, até mesmo, questões sobre a própria rotina familiar, que terá de ser reorganizada para dar espaço ao novo estudante em formação.
Tudo isso, no ano que vem. Vamos reservar para então essas angústias, pois este ano já tem suas próprias: mudar ou não de escola? Ir para uma escola maior? Tentar um método novo, sócio-construtivista, ou aderir ao ensino tradicional (tipo 'Caminho Suave')? Escolher a escola mais próxima de casa? Escolher, escolher...
Uma mãe falou que essa é a primeira grande angústia em relação ao futuro dos filhos, pois, pra ela, a próxima, será o casamento dos pimpolhos... bom, pelo menos em relação ao casamento a responsabilidade da escolha não será nossa. Ufa! Pelo menos essa!
De todo jeito, pelo que tenho visto, as diferenças entre escolas não parecem, num primeiro momento, tão grandes a ponto de comprometer definitivamente o futuro de nossos 'geninhos': a pior delas deve ser bem superior à minha escola da primeira série em 1980.
Assim, pelo que vi, as crianças da turminha acabarão se espalhando por escolas da cidade conforme elas se encaixem na filosofia de cada família...
A minha filosofia?!? Tenho de ter isso claro hoje?!? Sim, talvez, pois fui eu que toquei no assunto... mas eu juro que não sei se sabia que chegaria neste nó... Mas eu descubro... Deixa comigo. Vou consultar um infalível malbec assistindo 'The new adventures of Old Christine' e depois depois descubro. Ô se descubro.
Afinal, vê-se que pouca coisa pode ficar pior do que esta configuração mental...
Então eu digo: bom procê!

sábado, 25 de julho de 2009

Arte com vista para o viaduto inacabado de Bauru

Este artista de rua deixou sua marca na parede de uma ponte (acabada) que passa ao lado do viaduto inacabado de Bauru que fica às margens da malha ferroviária sucateada.
Viva a arte!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bullying



Enquanto isso, no mundo real, alguns pais tem de lidar com o tal do bullying... essa violência sutil, que às vezes se passa por 'coisas de criança' e que pode parecer difícil de identificar. Afinal de contas, como saber que o que parecia mera implicância infantil transformou-se em um tormento que pode ter conseqüências sérias?
O "Guia do bebe" (link abaixo, na matéria da pedagoga Karen Kaufmann Sacchetto), trata do assunto:
"É muito importante detectar e combater o comportamento agressivo ainda na primeira infância, pois quando criança não encontra obstáculos ou alguém que a alerte mostrando que não é um comportamento adequado, ela percebe que consegue liderar e tirar proveito destas situações e no futuro certamente tornar-se-á um agente do bullying e muito provavelmente um adulto violento."

Mas como agir se for o seu filho o agredido? E se for o seu filho o agressor?

Encontrei poucas dicas sobre este assunto nos links brasileiros (mas existem, enfim), então, fico com umas dicas do site australiano, que podem ser traduzidas (e resumidas) no seguinte:

- você é adulto e presencia uma agressão entre crianças: interfira e deixe bem claro para o agressor (seu filho ou não) que isso não é admissível;

- você é criança (e, provavelmente, não terá como intervir), saia de perto (e chame um adulto, se possível), pois a sua audiência, mesmo que silenciosa, incentiva o agressor;

- a omissão das pessoas ao redor faz o agressor pensar que seu comportamento é aceitável.

- o bullying, ao contrário do que pode parecer, indica problemas futuros com o agressor também, se ele não for contido.

Quem sou eu

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Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil