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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Chitas, chirimoyas, o amor e o presidente

Vista do quarto do hotel Radisson Miraflores - 2010

O terceiro dia em Lima estava mais iluminado que os anteriores; quase saiu um sol naquela manhã de terça-feira.

Nesse dia, especialmente iluminado, nosso roteiro era o bairro San Isidro.

Saímos do hotel em Miraflores e caminhamos na direção da orla norte, ziguezagueando entre as ruas Madrid, Roma, Francia e seus simpáticos quarteirões residenciais até chegar ao malecón, que era uma praça toda linda em cujo centro havia um farol branco e preto e da qual se avistava um tênis clube com suas quadras na beira do barranco. Nessa praça, como nas que víramos de Barranco até ali, tudo era muito organizado, os cachorros andavam presos por coleiras – em obediência às placas que advertiam seus proprietários das possíveis multas caso deixassem seus bichos correrem soltos -, as crianças brincavam em um colorido parquinho de plástico, muito bem feito, e os casais namoravam no gramado exuberante.

Foi então que percebi o quanto Lima era uma cidade amigável para as crianças: excelentes parquinhos públicos, calçadas bem feitas, extensos jardins e vários restaurantes com playground (inclusive no Larcomar). Sim, fiquei impressionada com isso, coisas de mãe, fazer o quê?

Em Ribeirão Preto, é um custo encontrar um parquinho decente (sem videogame) para os pequenos – e os adultos, claro - se distraírem nos restaurantes; por isso, a pizzaria que mais freqüentávamos na cidade era uma que entretinha as crianças com um palhaço e suas marionetes; quando ela deixou de oferecer essa distração, percebemos o quanto a pizza era fraquinha e a abandonamos.

Contentes pelas crianças limenhas, seguimos caminhando até chegarmos ao Ovalo (rotatória) Gutierrez, uma rotatória bem interessante, na qual havia uma igreja (Paroquia Santa Maria Reina), um supermercado (Wong), um shopping de cinemas (Cine Planet, no qual há uma livraria) e vários restaurantes!

Mas, como nosso alvo para o almoço era o restaurante TANTA, que fica na av. Pancho Hierro 117, em San Isidro, pegamos um táxi no Ovalo (!!!) e atravessamos lindas ruas arborizadas com oliveiras (Olivares). O restaurante fica em frente uma chifa (restaurante chinês) bem simples e movimentado, e contrasta com este por ser bem sofisticado, com grandes paredes de vidro voltadas para a rua; mas, apesar disso, o ambiente é bem descontraído, tanto que possui um balcão em que se pode ter uma amostra de cada um dos pratos que a casa oferece (e que vão desde tortas salgadas até pratos do dia). Eu comi um delicioso ‘aji de galinha’, que bem parece um estrogonofe de frango, mas com molho tipo mostarda.

Depois do almoço, pegamos o caminho de volta, pela Avenida Conquistadores que tinha lojas caras e interessantes, como a Oscar Freire em São Paulo. De volta ao Ovalo Gutierrez, entramos no Wong, compramos uma água e um pacote de sementes de cacau cobertas com chocolate escuro! Claro, caminhar tanto tinha dado fome de novo; além disso, num país diferente, até uma visita ao supermercado pode ser uma aventura, com todas aquelas coisas diferentes - ou coisas iguais com nomes diferentes - como frutas ('chirimoya'), peixes ('chita', como no prato do Cala), doces...

Dali seguimos pela avenida Comandante Espinar até a Avenida Pardo e, dali, chegamos à Diagonal, onde há uma linda praça com uma grande feira de artesanato e vários cafés e restaurantes pra turistas (daqueles de abordagem ostensiva e chata). Fugimos dali pela Larco e nos refugiamos no Larcomar, onde tomamos um café no Havana, já quase no fim do dia.

Do Larcomar, vimos que o sol estava raiando sobre o mar, iluminando-o de um jeito que o restaurante La Rosa Náutica parecia um navio zarpando. Então, corremos para ver o pôr do sol mais romântico da cidade: no PARQUE DEL AMOR, um simpático teatro de arena no centro do qual se beija um casal de namorados gigante emoldurado por muretas de mosaicos com frases românticas... ai, ai, depois de assistir o mergulho do sol no Pacífico sul nesse clima meio brega, o dia só poderia terminar no tradicional LA ROSA NAUTICA mesmo.

Pegamos um táxi para chegar ao restaurante e só então avistamos, no caminho, as placas sobre TSUNAMIS! Credo! São placas indicando as passagens pelas quais se pode fugir da beira d’água, alcançando a cidade no barranco acima! E justo nessa noite iríamos jantar no único restaurante – que vimos – que ficava sobre o mar, apoiado num quebra-mar.

Confesso que eu fiquei um tanto temerosa, apesar de o taxista nos garantir que da última vez que o mar recuou (sinal clássico de tsunami) pra além do restaurante (fato que tinha ocorrido alguns meses antes), não houve nada além de uma grande ressaca do mar (nada de ondas gigantes engolindo tudo pela frente).

Atravessamos o longo deck de madeira e chegamos Rosa Náutica. Como não tínhamos reserva, não conseguimos nos sentar em uma das mesas que ficam ao lado dos janelões de vidro (e sobre as ondas). Assim, eu não pude me concentrar em analisar o movimento do mar para identificar precocemente um sinal de tsunami e, enfim, acabei me distraindo com o delicioso peixe que me trouxeram.

Mestre Tzen seguia atento à movimentação ao nosso redor (não para identificar tsunamis, com certeza, pois ele não é dado a essas neuroses) e foi assim que reconheceu, numa das mesas ao lado do janelão de vidro o ALEJANDRO TOLEDO, ex-presidente peruano (2001-2006) e candidato de novo ao cargo, nas eleições que acontecerão neste ano de 2011 e na qual ele enfrenta, entre outros candidatos, Ollanta Humala e a filha do Fujimori.

Veja só: não fosse pelo taxista que, no nosso primeiro dia na cidade, frustrou nossa visita ao Rosa Náutica, levando-nos ao Cala, não teríamos tido esse breve encontro com Toledo. E, por certo, tampouco teríamos conhecido o Cala.




Vista sul, a prtir da praça do farol - Miraflores - 2010


Vista sul, a prtir da praça do farol - Miraflores - 2010


Tenis clube, visto ao norte da praça do farol - Miraflores - 2010




Praça do farol - Miraflores - 2010


Praça do farol - Miraflores - 2010



Praça do farol - Miraflores - 2010

Interior do Wong supermercado, Ovalo Guitierrez - Lima - 2010


Frutas no Wong supermercado, Ovalo Guitierrez - Lima - 2010


Wong supermercado, Ovalo Guitierrez - Lima - 2010


 
Havana - Larcomar - Lima 2010


Vista norte da Praça do Amor - Lima 2010

Praça do Amor - Lima 2010



Praça do Amor - Lima 2010



Praça do Amor - Lima 2010


Praça do Amor - Lima 2010


Por do sol a partir da praça do Amor - Lima 2010




La Rosa Nautica - Lima 2010


Alejandro Toledo - 2010

Placas sobre tsunami - Lima - 2010



Our third day in Lima was brighter than the previous days, as the sun almost came out that morning.

On that day, especially enlightened, we would visit the San Isidro district.

So, we've left Radisson hotel and walked toward the north shore, zigzagging between the streets of Miraflores - Madrid, Rome, Francia - and its friendly residential blocks until we reach the malecón, that was a beautiful square in whose center was a black and white lighthouse. From that square we could see a tennis club right on the edge of the ravine; everything was very organized there, and people walked their dogs by leashes attached - in obedience to the signs that warned of possible punishments to owners that let their pets run loose -, the children had fun in a colorful playground of plastic, and couples in love rested on the grass.

Then that I’ve realized how much Lima is a children friendly city: excellent public playgrounds and sidewalks, wonderfull gardens all over it and several restaurants with playgrounds (including in Larcomar). Yes, as a mother, I was impressed with this, so what? In Ribeirao Preto city, it’s so hard to find a decent playground (without videogames) to distract the little ones - and adults too - in restaurants, that my family just used to go to a pizzeria that entertained children with an artist with puppets; when the place no longer offered this attraction, we realized how bad the pizza was and never came back.

Pleased by the children of Lima, we keep walking through Miraflores until we reach the Ovalo (roundabout) Gutierrez, a very interesting spot, with a church (Santa Maria Reina Parish), a supermarket (Wong), a mall of cinemas (Cine Planet, where is also a bookstore) and many restaurants!

But, as our target for lunch was the restaurant was TANTA, located in Av. Pancho Hierro 117, San Isidro, we’ve took a taxi and crossed streets with beautiful olive trees (Olivares). The restaurant is in front of a simple and crowded chifa (a Chinese restaurant) and contrasts with this to be quite sophisticated, with large glass windows facing the street, but nevertheless, the atmosphere in TANTA is very cool, so there was a counter where one could see a sample of every offered by the house. I ate a delicious "chicken aji “,that looks like a chicken strogonoff, but with some kind of mustard sauce.

After lunch, we took our way back to Miraflores through Conquistadores avenue, whose shops looks like the ones from Oscar Freire street in Sao Paulo.

Back to the Ovalo Gutierrez, we entered the Wong supermarket, bought a glass of water and a packet of cacao nibs covered with dark chocolate! All that walking let us hunger again; besides, in a foreign country, even a supermarket is an adventure, with all that new things - or diferent names for the same things - as its fruits (as 'chirimoya') and fishes (as the 'chita' of Cala's dish) and sweets...

From there we’ve follow the Comandante Espinar Avenue, and then Pardo Avenue, and from there the Diagonal Avenue, where there is a big and lovely square with a large craft fair and many cafes and restaurants for tourists (with an annoying approach). We escaped by Larco and took refuge in Larcomar; where, in the end of the day we had a nice coffee in Havana, where we stayed until we saw that the sun was shinning over the sea, illuminating it in a way that the restaurant La Rosa Nautica seemed to be a ship about to sail.

So we runned away from Havana to see the most romantic sunset of the city: at the Parque del Amor, a nice square in which center is a giant cople kissing framed by low walls tiled with romantic phrases ... oh, oh, after watching such sunset in the South Pacific, we could only finish the day at the traditional LA ROSA NAUTICA restaurant.

At night, we took a cab to the restaurant and we saw along the way the signs about TSUNAMI! Yikes! Those were signs indicating the passages through which one could escape from the big wave reaching the city above! That evening we would dine at the only restaurant – at least, the only one we saw - which was right above the sea, on a breakwater.

I confess that I was somewhat fearful, although the taxi driver said that the last time the sea receded (a classic sign of a tsunami), a few months ago, there were no giant waves engulfing everything in its path.

We crossed the long wooden deck to Rosa Nautica. As we had no reservation at the restaurant, we could not sit in one of the tables that are next to the glass windows (right on top of the waves). So I could stop thinking about the movement of the sea in order to identify early signs of a tsunami, and I ended up focusing on the delicious fish I’d chosen.

Master Tzen kept paing attention to the movement around us (not to identify tsunami, for sure, because he is not given to such neuroses) and he recognized, at one of the tables next to a big glass window, ALEJANDRO TOLEDO, former Peruvian President (2001-2006) and now candidate for the elections that will happen this year, 2011 (in which he faces, among other candidates, Ollanta Humala and Fujimori's daughter).

Well, due to the taxi driver who, on our first day in city, prevented us from visiting Rosa Nautica to lead us to Cala restaurant, we would not have had that brief encounter with Toledo. And, of course, have not known Cala.







































sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pé na Lima

Centro Cultural San Marco - Lima-2010

A segunda-feira amanheceu muito cinza em Lima, mas isso não afugentou os tenistas do Club Tennis Las Terrazas Miraflores, que avistávamos do quarto do nosso hotel.

Depois de um café da manhã caprichado, fomos até a rua e nos deparamos com um trânsito caótico: os velhos ônibus coloridos passavam apressados na rua em frente ao hotel, fazendo uma curva improvável para entrar na 28 de julio, e todos os veículos usavam a buzina a cada manobra.

Pra não perder o bom humor no trânsito, caminhamos um pouco pelo bairro até a Avenida Larco e, ali, pegamos um táxi para o centro histórico. No trajeto, o táxi foi pela via expressa (Paseo de la Republica), que, à primeira vista, parecia muito a Avenida 23 de maio, em São Paulo. Porém, uma segunda mirada (impossível de evitar), escancarou as diferenças: no que seria o canteiro central, um corredor de ônibus muito organizado, sem congestionamento, no qual os coletivos podiam realmente andar muito mais rápido que os carros que trafegavam pelos dois sentidos das pistas laterais; além disso, nas laterais desse conjunto de pistas, havia canteiros muito bem cuidados, com uma grama bem verdinha e canteiros de flores formando palavras... palavra que eram nomes de empresas. Que idéia! Propaganda urbana com impacto ecológico: provavelmente, cada uma daquelas empresas era responsável pela manutenção do belo canteiro no qual seu nome surgia. Uau!

Chegando ao centro de Lima, o caminho foi ficando cada vez mais estreito e o trânsito cada vez mais agressivo, com os carros cortando o caminho e passando a centímetros uns dos outros, sempre buzinando. Nessa bagunça, passamos pela Plaza San Martin, toda rodeada de maravilhosos prédios brancos, e chegamos à PLAZA DE ARMAS, rodeada de magníficos prédios amarelos e que fazia jus ao nome porque era muito bem protegida por guardas fortemente armados.

Por causa do policiamento ostensivo, que incluía tropa de choque (com escudos) e caveirão (tal qual o que eu já vira em Cuzco), o centro de Lima era muito seguro e caminhamos um ou dois quarteirões por ali, passamos pelo o PRÉDIO HISTÓRICO DO CORREIO até chegar a uma feira de artesanato fashion que ficava às margens do minguado RIO RÍMAC.

Depois, caminhamos até o BARRIO CHINO, só pra almoçar um talharin frito com frutos do mar no WA LOK, o restaurante chinês da Jiron Paruro, 864.

Então, resolvemos ir até a Plaza San Martin e, no caminho, passamos pelo MERCADO CENTRAL, que era bem sem-graça, e pela feira de bugiganga que ramificava a seu redor (como os camelôs na 25 de março, em São Paulo); até encontrarmos o PARQUE UNIVERSITÀRIO e seu lindíssimo CENTRO CULTURAL SAN MARCOS (que já foi convento, universidade, biboca, e agora, reformado, exala historia e arte); até que, por fim, alcançamos a PLAZA SAN MARTIN, com seus prédios brancos e solenes.

Dali, pegamos um táxi até HUACA PUCLLANA, mas esse museu arqueológico ao ar livre estava fechado, pois já eram 16:30 hr. Como as redondezas do Museu (entre Miraflores e San Isidro) eram bem agradáveis, seguimos a pé até a Avenida Arequipa (continuação da Avenida Larco), onde encontramos o único lugar que oferecia empanadas em toda a viagem: EL BUEN RECADO, que, claro, experimentamos, antes de entrar num grande centro de artesanato, que fica na avenida mesmo e nos entreteve até o anoitecer.

Quando retomamos nosso caminho pela avenida Arequipa, Lima brilhava, encantadora.

Horas depois, essa segundona agitada terminou no restaurante japonês OSACA (conquistadores, 999, San Isidro), bem perto dos mistérios de Huaca Pucllana.

 Via Expressa - Lima 2010
 Via Expressa - Lima 2010


  Plaza de Armas - Lima 2010 
   Plaza de Armas - Lima 2010
   Plaza de Armas - Lima 2010
   Plaza de Armas - Lima 2010
   Cercanias da Plaza de Armas - Lima 2010

  Plaza de Armas - Lima 2010

Predio del Correo - Lima 2010
   fiapo de água do Rio Rimac - Lima 2010
 Rio Rimac - Lima 2010

 Centro Cultural San Marcos - Lima 2010
  Centro Cultural San Marcos - Lima 2010
  Plaza San Martin - Lima 2010
  Museo Huaca Pucllana - Lima 2010
 Museo Huaca Pucllana - arredores - Lima 2010
 Empanadas Limenhas - 2010
Feira de Artesanato na Av. Arequipa - Lima 2010

Monday came too gray in Lima, but that did not stop the players of Club Tennis Las Terrazas Miraflores, which we could see from our hotel.

After a great breakfast, we reached the street and its chaotic traffic: the vintage buses rushed on the street in front of the hotel, turning intro the avenue 28th of July in an unlikely way; and all vehicles seemed to need to horn at any maneuver.

To not lose our temper in traffic, we walked through the neighborhood until the Avenida Larco, and there we took a taxi to the historic center. Our taxi journey was by the expressway (Paseo de la Republica), which at first glance, was very similar to the Avenue May 23th in Sao Paulo. But a second glance (impossible to avoid), showed the differences: in the center of the Paseo de la Republica, was a very organized bus corridor where they could actually go much faster than the cars driving along the two directions side of the tracks; in addition to that, the sides of the set of tracks, very beautiful gardens, with a greenish grass and words made by flowers... words that were names of companies. What a great idea! Advertising with urban ecological impact: probably those companies were responsible for maintaining the beautiful flower bed in which her name came up. Wow!

Arriving at the center of Lima, the path was getting narrower and traffic increasingly aggressive, with cars cutting the road at inches from each other, always honking. In this mess, we saw the Plaza San Martin, surrounded by beautiful white buildings, and then we arrived at the Plaza de Armas, surrounded by magnificent yellow buildings and heavily armed guards.

Because of patrolling, which included shock troops (with shields) and a thank (caveirão, just like what I had seen in Cuzco), the center of Lima was very safe and we walked a block or two from there to arrive at a fashion craft fair that was nearby the Rimac River, passing through the historic MAIL building.

Then we went to the BARRIO CHINO, just for a fried noodles with seafood meal at WA LOK, the Chinese restaurant of Paruro Jiron, 864.

After that we’ve decided to go to Plaza San Martin and, on the way to it we’ve saw the central market, which was very dull, and the trinket fair that branched around it (as the vendors on March 25th, in Sao Paulo). Close to that mess we found the University Park and its beautiful SAN MARCOS CULTURAL CENTER (which had been a convent, an university, debris, and now, fixed, exudes history and art), until finally we reach the Plaza San Martin, with its white solemn buildings.

From there, we took a cab to Huaca Pucllana, but the outdoor archaeological museum was closed because it was 16:30 hrs. As the region of the Museum (between Miraflores and San Isidro) was very nice, we walked to the Avenida Arequipa (that become Larco Avenue) where we find the only place that offered empanadas in our journey: EL BUEN RECADO, which, of course, we’ve tried before entering a great craft center, located on the avenue and that entertained us until nightfall.

When we took our way back the avenue Arequipa, Lima was shining, lovely.

Hours later, that Monday ended in a great Japanese restaurant named OSACA (conquistadores, 999, San Isidro), very close to the mysteries of Huaca Pucllana.




sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lima!

Miraflores, vista a partir do bairro Barranco - Lima 2010

O vôo diurno - TAM - de Sampa para Lima durou cinco horas e meia e foi bastante cansativo. Além do livro que levei a tiracolo, a única distração possível a bordo foi tentar encontrar alguma das linhas de Nazca lá embaixo, depois de termos passado sobre La Paz e estarmos sobrevoando o árido sul do território peruano. Provavelmente, acabamos sobrevoamos mesmo Nazca, mas, sem um único mapa de nosso trajeto a bordo (nem em tela, nem em revistas), a missão tornou-se impossível; mas bem que serviu de distração.

Chegando em Lima, pegamos um táxi dentro do aeroporto – daqueles oficiais – e nele seguimos até nosso hotel – Radisson – em Miraflores. Como era domingo, não havia muito trânsito e a viagem foi bem rápida – durou menos de vinte minutos. O trajeto pela avenida costeira é impressionante: vê-se a cidade acima de nós, sobre o barranco e o mar aqui embaixo, batendo, ocre, nas praias de pedra, divididas por quebra-mares. Perto de Miraflores começam a aparecer os clubes esportivos estrategicamente construídos ou na beira do barranco, ou entre este e a autopista, sempre com uma vista fabulosa do oceano Pacífico.

Mal chegamos ao hotel, já saímos para almoçar – embora nosso sono fosse maior que a fome, não valia a pena dormir, pois eram três horas da tarde no horário local. Pegamos um táxi ali mesmo, na Avenida 28 de Julio, e dissemos ao motorista para nos levar ao La Rosa Náutica (restaurante construído sobre um quebra-mar, que parece um navio zarpando); no caminho, o motorista disse que conhecia um restaurante ótimo, o que agradecemos, desconfiados, e, sem que concordássemos, entrou na avenida costeira na no sentido oposto ao Rosa e parou em frente ao restaurante CALA. Não gostamos nada disso, mas, como o lugar era bonito e o retorno ao outro sentido da avenida costeira seria muito complicado, acabamos descendo ali mesmo. Ainda ressabiados, entramos no restaurante envidraçado e sentamos em uma mesa que ficava na janela, quase pairando sobre a praia de areia onde famílias banhavam-se de roupa e tudo. Só com isso o CALA já nos conquistara. Embora não houvesse sol (Lima está sempre nublada no verão), a claridade era muito intensa e nos forçou a ficar de óculos escuros. Depois, veio nos atender um garçon – brasileiro, mas que morava em Lima há anos – que era a cara do Bill Murray e, muito simpático, nos indicou dois deliciosos pratos (só me lembro do meu, que foi chita – um peixe – com purê de choclo – milho), que comemos após – finalmente – experimentar um magnífico ceviche. Para sobremesa, escolhemos um menu degustação, pelo qual provamos um pouco de todos os doces bons que a casa oferecia. Nossa! Foi a melhor coisa que fizemos! O CALA é fabuloso!! Bendito taxista teimoso!

Barriga cheia, pé na areia! Saímos do restaurante Calas e fomos caminhando à beira do Pacífico, passando pelas praias de pedra que cantavam: além do rugido normal do mar, havia o inusitado som das pedras rolando por força do movimento das ondas. Eu queria ter gravado aquele som, mas só havia levado minha máquina vintage (uma rebel 2000 de filme de rolo)!

Seguimos pela avenida Costanera até uma passarela em estilo oriental, bem decadente, que conduzia a uma rua cercada de restaurantes: era o bairro BARRANCO.

Lá, havia feiras de artesanato (cusquenho, segundo me disseram) e um tipo de quermesse, bem abaixo de uma igreja semi-destruída (ou semi-reformada?); também havia sofisticadas lojas de artesanato e botecos bem interessantes. O bairro Barranco era muito charmoso e resolvemos caminhar por suas praças floridas, no retorno a Miraflores.

Chegamos em Miraflores e fomos direto até o LARCOMAR, um shopping muito legal (que, ao vivo, é melhor do que qualquer uma das fotos que eu havia visto pela Internet). Ali, comemos um ceviche e tomamos uma cerveja no MANGOS, num terraço descoberto com vista para o Pacífico, já totalmente apaixonados por Lima.


Pacífico, a partir do restaurante Cala - Lima 2010

Pedras cantantes da praia limenha - 2010
Bairro Barranco, visto da praia - Lima 2010

Praia limenha em frente ao bairro Barranco -2010

Passarela para acessar o bairro Barranco - Lima 2010


Passarela para acessar o bairro Barranco - Lima 2010



Restaurantes no bairro Barranco - Lima 2010 

Barranco - Lima 2010



Barranco - Lima 2010

Barranco - Lima 2010

 
Barranco - Lima 2010


Barranco - Lima 2010


Barranco - Lima 2010


Barranco - Lima 2010


Barranco - Lima 2010

 Barranco - Lima 2010
 Barranco - Lima 2010
 Barranco - Lima 2010
Barranco - Lima 2010


 Barranco - Lima 2010

 Barranco - Lima 2010

Barranco - Lima 2010


The daily flight - TAM – from Sampa to Lima lasted five and a half hours and was quite tiring. Besides the book that I’ve took, the only possible distraction on board was trying to find above us the Nazca lines, after passing over La Paz and flight through the arid south of the Peruvian territory. Probably, we really flew over Nazca, but without a single map on board (nor in the screen nor in magazines), the task became impossible to be accomplished; but, anyway, that was useful as a distraction.

Arriving in Lima, we got a taxi of those whose office stays inside the airport and then we’ve followed to our hotel - Radisson - in Miraflores. As it was Sunday, there was not much traffic and the trip was pretty quick - it lasted less than twenty minutes. The trip by the seaside promenade was impressive: we could see the town above us, over the gorge, and the sea down here, beating, ocher, on the stone of the beaches divided by breakwaters. Nearby Miraflores begin to appear or sports clubs strategically built on the edge of the ravine or between it and the highway, all of them with fabulous views of the Pacific Ocean.

We’ve barely got to the hotel and went out to lunch – although we’re eager for some sleep, it was three o'clock in the afternoon. We took a cab right there, on Avenida 28 de Julio, and told the driver to take us to La Rosa Nautica (a restaurant built on a breakwater, which looks like a ship set sail); on the way, the driver said he knew a great restaurant, but we did not understood that he would take us there – and not to the La Rosa – until he entered the seaside promenade in the opposite direction. We did not like it at all but, when he stopped the car in front of the restaurant CALA, we decided to stay there, as the place was beautiful and the return to another direction of the coastal road would be too complicated. Still distrustful, we entered the restaurant and sit nearby the enormous glass window, almost hovering over the sandy beach where families were on regular clothes (and not bikinis). Right there, CALA got us. Although was not a sunny sunday (Lima is always overcast in the summer), the light was very intense and forced us to stay in dark glasses. Then a waiter – who was born in Brazil and looked exactly like Bill Murray - came and, very friendly, indicated to us delicious meals (I only remember mine, that was chita - a fish - with mashed choclo - corn), which we ate after – finally - a wonderful ceviche. For dessert, we’ve chosen a pout-pourri menu, to taste a bit of all those sweet delicious that CALA offered. Wow! It was the best thing we did! CALA restaurant is fabulous! Blessed stubborn taxi driver!

After eating, we left the restaurant and walked along the edge of the Pacific, with its singing rock beaches: besides the normal roar of the sea, they had the unusual sound of the stones that rolled under the movement of waves. I wish I had recorded that sound, but I had only taken my vintage photo machine (one non-digital rebel 2000)!

Following the Costanera avenue, we’ve got to a decadent catwalk in oriental style, which led to a street surrounded by restaurants, at the district of BARRANCO.

There were, in BARRANCO, arts and crafts fairs (Cuzco’s artists, they’ve said, that would be in Lima city for a few weeks) and a kind of bazaar next to a semi-destroyed church (or semi-fixed?) There were also sophisticated craft shops and interesting pubs. As the district of Barranco was very charming and safe, we’ve decided to walk through its flowery gardens back to Miraflores district.

When we arrived in the disctrict of Miraflores it was dark, and we went straight to LarcoMar, a very nice mall (which is way more beautifun than any of the photos I had seen on the internet). There, we eat another ceviche and drunk a beer in the MANGOS restaurant, at its open terrace that overlooks the Pacific.

By then, we were totally in love with Lima.

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